sexta-feira, 31 de outubro de 2008

- Santo Sudário -

Óleo sobre tela - 24 x 35 cm - 1998
Hoje vai ser uma pintura do fundo do baú. Esta aqui foi a primeira tela que eu pintei que saiu exatamente do jeito que eu queria. Na época, ao terminar a pintura, quase entrei em "êxtase" com o feito, já que até aquele momento as minhas pinturas não estavam me animando muito. Isso geralmente acontece mesmo no início... ainda mais porque eu já tinha feito algumas que me deixaram mais decepcionado do que animado, já que entrei nessa praia sem professor pra dizer por onde ir, onde virar. Ou seja, aconteceram algumas derrapadas neste início. A maioria das telas de quando eu comecei a pintar não existem mais porque acabei pintando por cima mesmo, sem dó nem piedade.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

- Ponte do Tempo -

Giz de Cera - tamanho A4 - 2006
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Este desenho foi uma encomenda para a capa do livro de um amigo meu de Macaúbas, prof. Alan José Figueiredo. De fato, começou com ele vindo até mim para perguntar sobre os procedimentos legais para a inclusão da imagem de uma pintura famosa na capa de um livro. Não tinha certeza na época (e ainda não tenho), mas para colocar numa publicação qualquer uma obra de arte sem precisar pedir a permissão dos direitos autorais, é preciso um tempo, que no caso de obras de arte, senão me engano são 100 anos. Como não sou nenhum perito em direitos autorais, sugeri que ele procurasse a obra que ele pretendia colocar e pedir pra alguém fazer uma releitura ou uma versão do mesmo trabalho e acabou ele deixando pra mim esse trabalho.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

- Depois do Banho -

Óleo sobre tela - 20 x 30 cm - 2006
Esta é mais uma das telas que compõe a série que comentei no post anterior (À Meia Luz). Nesta pintura fica mais clara a influência do trabalho de Edgard Degas sobre o meu, inclusive pelo título. É claro que eu ainda tenho que suar muito a camisa pra chegar perto do trabalho e da importância dele (provavelmente eu nem consiga). Bom, mas pra quem não conhece muito bem o trabalho do mestre Degas (que inclusive, ilustra diariamente o blog na parte "Arte do dia" do lado direito da página), ele foi um escultor, gravurista e pintor impressionista muito conhecido por seus quadros de bailarinas e por mostrar com muita propriedade a delicadeza e o dia-a-dia da mulher.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

- À Meia-luz -

Óleo sobre tela - 20 x 30 cm - 2006
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Após passar um tempo fazendo alguns trabalhos seguidos sobre flores (que devo postar por aqui qualquer dia), eu já estava cansado e louco pra partir pra outro tema. Como já tinha comentado no post "Flora", o tema não me seduz talvez por causa do modismo ou algo do tipo, então decidi que da série das flores eu iria para a série das mulheres, também como forma de treinar a pintura de pele, de expressões, etc, além de ser um tema desafiador e que me agrada. Não me lembro direito da ordem como pintei esta série, mas acredito que este tenha sido o primeiro. A série é composta por quatro telas.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

- A praia -

Pintura digital
Este post é dedicado ao meu amigo virtual, o "Mister" Sr. do Vale, mestre da pintura digital e dono do blog "Partículas do Sentido"!

Bom... a pintura digital não é uma especialidade minha. Esta imagem foi feita há mais ou menos 1 ano como uma brincadeira num tempo livre e acabou saindo além das expectativas. O conceito de arte digital é relativamente novo e que ainda não foi assimilado pelas pessoas, ainda que alguns sites como o DevianART tenham se empenhado em mudar esta realidade, mas concretamente, a arte digital é na prática algo não tão novo assim... afinal, o cinema, as animações, etc, são artes digitais.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

- Horário Nobre -

Giz pastel oleoso - Tamanho A4 - 2007
Este é um trabalho em que eu acho que consegui passar exatamente o que eu mais procuro dentre as artes (não importa se é cinema, pintura, teatro, música, etc), que é o universalismo do tema. É muito bom conseguir resultados assim já que pinturas ou desenhos do tipo não precisam de tradução, pois são cenas que acontecem em qualquer canto do mundo, ao meu ver. Os meus trabalhos sempre são feitos tendo esse fundamento como base, mas nem sempre conseguimos alcançar o resultado. Quando conseguimos é muito gratificante porque além de sair como era esperado, notamos o alcance da imagem na reação que as pessoas tem quando as vêem.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

- Luz de Núpcias -

Óleo sobre tela - 50 x 70 cm - 2003
Tudo bem... não é um título muito bom este, eu reconheço. Mas o título nem sempre faz diferença na pintura. Abrindo um breve parênteses, isto até me lembrou de um pintor que conheci uma época (Roberto Ganem) que dizia que em certos casos a palavra completa a pintura, quando esta não consegue falar por si só. Pessoalmente falando, eu acredito que a imagem tem a sua linguagem própria, que fala diferentes línguas para cada um separadamente... às vezes a palavra esclarece, mas geralmente a imagem transmite sua mensagem em diferentes frequências. É um assunto complicado e que gera muita discussão, já que é cheia de relativismos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

- Cidade do interior à noite -

Óleo sobre tela - 20 x 30 - 2006
Esta é a pintura que eu tentei me aproximar do trabalho do grande mestre Van Gogh. É claro que ainda falta muita inspiração e transpiração pra chegar lá, mas esse primeiro resultado me agradou. Esta pequena tela também serviu como forma de partir justamente pra esse estilo de pintura, que é chamada de "empasto", que foi criada na época do impressionismo, onde as tintas são usadas muito grossas. Pra mim é muito complicado conseguir bons resultados com pinturas do tipo porque exige que nós façamos com que uma cena real se torne levemente abstrata, o que comigo acontece exatamente o oposto... naturalmente eu busco definir os motivos com pinturas quase fotográficas, sem deixar as marcas do pincél.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

- Mulher Cubista -

Óleo sobre colagem em tela - 30 x 40 cm - 2001
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Apesar de não ser exatamente um quadro cubista, este é um dos meus preferidos. Primeiro porque a ideia dele é uma das minhas mais antigas. Desde quando eu estudava no primeiro grau, esta imagem já existia na minha cabeça. Em 1992 eu fiz este desenho na escola e uma professora acabou ficando com o trabalho. Em 1998 eu refiz e deixei lá guardado, pra não me esquecer, até que em 2001 a pintura saiu... e saiu do jeito que eu estava imaginando. Quando a gente começa a se aventurar na pintura, o fato de pintar algo que termine do mesmo jeito que você imaginou (ou que termine melhor do que foi imaginado) é uma coisa bem difícil e extremamente satisfatória. Bate um êxtase na gente que não dá pra explicar direito. Perdão por citar Picasso novamente (lá vem ele de novo!), mas o grande mestre estava coberto de razão quando dizia: "Eu não pinto as coisas como as vejo, mas sim como as penso".