domingo, 9 de setembro de 2012

- A Invasão da Vila de Macahúbas -

Mosaico - 3 x 7,5 mts. - 2012
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Depois de um longo período sem publicar, cá estou de volta. Muito desta longa parada se deu por conta de longos projetos que estive envolvido e que em breve serão publicados aqui no Arte por Parte. E para compensar um período longo sem publicação, aqui vai uma publicação um tanto longa e o objeto deste post, em grande parte, também contribuiu para este meu sumiço.

No começo deste ano, o colégio CETEP - Centro Territorial de Educação Profissional da Bacia do Paramirim - teve a iluminada ideia de fazer uma intervenção artística nas suas depedências, retratando cenas históricas da cidade de Macaúbas. O projeto consistia em criar três grandes painéis em mosaico feitos com restos de azulejos descartados. Grande parte deste material seria coletado em canteiros de obras pela cidade e / ou adquiridos através de doação pelas casas de materiais de construção, fazendo desta forma uma obra de arte com material reaproveitado. No início, a direção da instituição ainda não tinha uma ideia estabelecida do que seria... havia a dúvida se o trabalho seria uma pintura ou um mosaico mesmo e eles me procuraram para discutir o assunto, tirar suas dúvidas e me convidar para a confecção de um dos painéis e articular uma conversa com outros dois artistas locais para a confecção dos outros dois e, mais tarde, assumir a coordenação do projeto. No final, ficou decidido que seria mesmo um mosaico e o desafio foi lançado.


Fachada do CETEP
Coube a mim a dura tarefa de retratar a "Invasão da Vila de Macaúbas", que escolhi por conta da dramaticidade do evento. O fato ocorreu em 1878 na cidade e causou grande repercussão, sendo inclusive objeto de uma crônica de Machado de Assis publicada naquele tempo. Na época do segundo império, os partidos liberal e conservador se alternavam no poder das províncias. Naquele ano os liberais venceram e, como de praxe, algumas pessoas perderiam o seu cargo para outros ligados ao partido vencedor. Até aquele ano o delegado de Macaúbas era o severo capitão Porfírio Brandão, que após ser destituído do cargo sem aviso prévio (segundo ele), se revoltou contra a atitude do império e decidiu que não entregaria o cargo "nem mesmo ao anjo Gabriel", não importando as consequências. O cargo foi dado ao médico José Bernardino de Souza Leão, do lado dos liberais, que assumiu o cargo mesmo com toda a polêmica que já era de conhecimento popular.
Esboço do painel "A invasão da vila de Macaúbas"

Foto do capitão Porfírio Brandão,
extraída do livro "O Capitão que
Desafiou o Império" de Alan José
Alcântara Figueiredo
Em 23 de março de 1878, Porfírio Brandão entrou pela cidade acompanhado por 100 homens, todos armados, com as calças arregaçadas e descalços. Como tinha a fama de ter o corpo fechado entre os mais simples (portanto, imune às balas), os homens entraram em fila, com seu líder a frente. Com a tensão do encontro com os homens do novo delegado no meio do caminho (que segundo relatos, já estavam à espera da chegada de Brandão, armados), os ânimos se exaltaram... o filho de Porfírio Brandão, mais afoito, saiu da formação dos homens e acabou sendo alvejado e aí começou o inferno. Em seguida o médico foi atingido na perna e em meio ao confronto, o padre saiu desesperado da igreja clamando por paz e misericórdia, enquanto o capitão respondia em alto e bom som que "a paz era fogo e bala". O saldo deste combate foram sete mortos. No fim das contas, mais tarde, todos foram absolvidos em julgamento pelo impasse de saber quem fora o responsável pelo início do tiroteio. O fato foi contado com maiores detalhes no livro "O capitão que desafiou o império" do prof. Alan Figueiredo, também diretor do CETEP.

Optei por retratar o fato numa cena em perspectiva. Como o mosaico não foi feito com pastilhas (e sim com azulejos), tivemos um pouco de dificuldade em algumas áreas para encontrar as cores ideais, como foi o caso do chão da praça, assim como foi também com pisos de espessuras diferentes, o que causou uma canseira na hora de fazer o acabamento. A cena tem muitos detalhes e personagens. Saindo da igreja surge o padre (cônego Firmino Soares), que encomendava a alma de uma criança e tentando acalmar os ânimos dos envolvidos, sem sucesso, clamava por paz e misericórdia. Por esta razão, foi chamado de "anjo tutelar de Macaúbas" pelos jornais da época, simbolicamente retratado aqui acompanhado por um anjo durante sua intervenção. O trágico fato, como já era de se esperar, não trouxe qualquer benefício para o município ou para o povo.

Alguns detalhes em especial, como o exército do Capitão Porfírio, eu tive que recorrer a algumas referências para me ajudar na hora de fazê-los. Neste caso, tomei como referência a arte de Martin Tovar y Tovar sobre a "Batalha de Boyacá", que retrata as tropas de Simón Bolívar e Santander na luta contra os partidários da coroa espanhola pela independência da Colômbia, em 7 de agosto de 1819. O que me fez optar por esta pintura para referência do exército de capitão Porfírio foi o fato do exército de Simón Bolívar ser retratado como de camponeses que se pareciam muito com a descrição dos homens de Brandão. Alguns detalhes foram corrigidos no decorrer do projeto, como o antigo barracão da feira (que na época era situado na praça Matriz da cidade) que no início do painel estava com uma perspectiva errada.

Batalha de Boyacá - Martin Tovar y Tovar
Escolhemos usar o nome do painel com a grafia antiga do nome Macaúbas, com 'H'. Talvez um dos pontos que mais merecem ser destacados neste trabalho foi a empolgação das pessoas com a confecção do painel, assim como a consciência da importância artística e histórica do trabalho por parte dos envolvidos e que deve durar muitos anos, deixando sempre viva esta história que não deve jamais ser esquecida.


A execução do trabalho ficou a cargo dos alunos do 4° ano dos cursos técnicos em meio ambiente e edificações, acompanhados por mim e pelo professor Teotônio da Silva Ferreira. Alguns detalhes causaram um pouco de dor de cabeça e em outros, um pouco mais complicados como a produção dos rostos dos personagens, ficou sob a minha responsabilidade na hora de fazê-los, mas os alunos se saíram muito bem no final. O grande destaque do trabalho foi a matização feita na serra e no céu. O colégio também explorou bastante os temas retratados dentro das salas. Um bom exemplo que atualmente está sendo colocado em prática foi a divulgação de uma pequena história em quadrinhos contando de forma bastante resumida e didática o ocorrido em 1878.
O início, passando o esboço para a parede
Alunos do CETEP durante a execução do início do painel




Inauguração do painél no dia 07 de setembro de 2012
Em meio a execução, que por sinal teve sua inauguração neste feriado de 7 de setembro, foi notável a comoção que o trabalho causou no corpo escolar, que ajudou como pôde (com a ajuda valiosíssima do servidor Lourivaldo Costa Malheiro) e o resultado foi muito gratificante. Como quase sempre ocorre, o resultado final sofreu algumas alterações se comparado ao projeto inicial. O prof. Alan auxiliou bastante na montagem da cena, já que graças às suas pesquisas para o livro, sabia de muitos pequenos detalhes importantes que havia na cidade daquela época, além do esforço máximo em disponibilizar qualquer recurso necessário para a conclusão da obra, que também integrou (como citado no começo) os painéis "A Instalação do Ginásio de Macaúbas 1960" de Helbert Sant'Ana, e "A Origem de Macaúbas" de Aldo Ramos, os quais eu também coordenei.

É claro que nem todos os alunos se deram conta da importância desta intervenção artística que, caso não aconteça nenhum dano mais severo com a estrutura física das paredes onde foram feitas os mosaicos, esta arte provavelmente deve durar décadas e (por que não) séculos, levando em conta que existem mosaicos feitos no século VI (como os da Basílica de Santo Apolinário Novo, em Ravena - Itália) e até mesmo datados de antes de Cristo (como o mosaico "Caça ao Veado" em Pella - Grécia - século IV a.C.). Como forma até de premiar os alunos que se destacam, seja pelo interesse ao assunto ou pelo esmero na produção, estou tentando incluí-los em outros projetos artísticos que surgirem.

Mosaicos do interior da Basílica de Santo Apolonio Novo, Ravena - Itália
Sobre o ocorrido em 1878, Macaúbas sempre teve o status de uma cidade pacífica (mesmo naquela época), mas que vez por outra sofre um "lapso" desse pacifismo e acontece algo fora do comum. O engraçado é que hoje, mesmo distante 134 anos, algumas características soam terrivelmente familiares aos do ocorrido no séc. XIX. Ainda hoje, o poder praticamente se alterna entre duas linhas políticas, que quando saem vencedoras, fazem um "arrastão" nos cargos públicos, colocando pessoas ligadas à sua linha partidária no lugar dos simpatizantes do "outro lado". Quando eu me refiro a cargos públicos, não estou me referindo apenas a cargos de confiança como secretários e etc... este remanejamento acaba afetando diferentes esferas de empregos, senão desempregando, mudando o local de atuação do profissional. E consequentemente, quem ocupa os cargos nem sempre são as pessoas mais capacitadas, mas sim as pessoas que rezam mais fervorosamente da mesma fé política. E esta característica é similar em muitas cidades da região, em graus menores e maiores de reformulação.

História em quadrinhos produzido em parceria com os alunos, contando o ocorrido em 1878
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Em períodos como os de agora, de eleição municipal, os ânimos ficam exaltados justamente por este costume provinciano tão impregnado na cultura local (como pudemos ver no ocorrido com o Capitão Porfírio), onde a política ganha seus defensores, tão ou mais apaixonados do que as torcidas organizadas de times de futebol, só que estes estão defendendo as suas prováveis novas fontes de renda e as ideologias dos seus grupos partidários preferidos, que praticamente, tem pouquíssimas diferenças entre si.

E abaixo, segue a crônica sobre o ocorrido em Macaúbas por Machado de Assis.

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"A vida oferece singulares mutações à vista. Não há imaginação de dramaturgo nem arte de maquinista que as faça mais súbitas nem mais complexas. O grande mestre é exímio nesses saltos violentos; passa de uma tenda na Síria à galera de Pompeu, e do jardim de Capuleto à cela do pio frade. Não é ela o asno ordeiro e regrado, que obedece às posturas e ao chicote; é o cavalo de Jó, impetuoso como o vento. Pois nem Shakespeare era capaz de imaginar coisa análoga ao caso de Macaúbas.

Com efeito, um homem, um capitão, o capitão Porfírio, era ali há meses delegado de polícia; hoje investe às fazendas à frente de um grupo de homens armados. Tem-se visto náufragos de virtudes; mas o caso do capitão Porfírio é diferente de um naufrágio; é pescador que passa a fazer ofício de tubarão. O relatório oficial, agora publicado, é positivo, claro, minucioso; conta as aventuras do capitão com a seca singeleza de um relatório. Vê-se o ex-delegado opondo-se a ceder o lugar ao sucessor, ajuntando gente, abrindo a cadeia, voltando a Macaúbas, sitiando casas, travando combates, ferindo, ensangüentando, fugindo, enfim para iniciar outra profissão, que é justamente o contrário da que exercera até há pouco.

O romantismo deu-nos alguns casos de homens que se desligavam da sociedade por motivo de amor; mas, por motivo de uma vara policial, só a realidade era capaz do invento. Defender o código em novembro e desfeitá-lo em março, abraçar a lei na quinta feira e mandá-la a tábua no domingo, e isso sem gradação, mas de um salto, como se muda de sobrecasaca, é um fenômeno curioso, digno da meditação do filósofo.

Porquanto, não consta que o capitão, durante o exercício da delegacia, deixasse de cumprir os seus deveres policiais, perseguindo os malfeitores; donde se poderia inferir que não era uma vocação subjugada. O ex-delegado aterrava os gatunos e faquistas, devassava as casas de jogo, encarcerava os criminosos, punia os maus, salvava os bons, tal qual o quinto ato de melodrama. Nunca jamais lhe descobriram tendência de talar quintais alheios ou pôr em riscos a vida do próximo. Comia de seus próprios cambucás. Pode ser que devastasse algum coração e matasse muitas saudades; mas fora esses pecados veniais, não previsto no código, o capitão Porfírio foi sempre um modelo de virtudes policiais e humanas. Macaúbas vivia à sombra de uma administração pacífica; o seu nome era inteiramente desconhecido nos conselhos da Europa. Que importava a Macaúbas as convulsões do século; vivia como um rebanho aos pés do seu pastor, único e bom, que, jogava era gamão, com o padre Vigário ou o farmacêutico da vila, matar as horas e nada mais. Tal era o distrito; tal era o delegado.

Vai senão quando, chega a Macaúbas a notícia da mudança política de janeiro último. Naturalmente houve regozijo de um lado e consternação de outro; é a ordem das coisas humanas. O capitão Porfírio que era somente delegado, não filósofo, e menos ainda político, não soube cair com sisudez e graça; sentia morder-lhe o coração alguma coisa semelhante à cólera romana; e disse consigo que não entregaria o poder nem ao anjo Gabriel. Daí a complicação, a batalha e a recente vocação do capitão Porfírio.

Ora, o que não disse o relatório submetido ao governo, que talvez escapou e escapará a mais de um leitor desatento ou incrédulo, é que a alma do capitão Porfírio é nem mais nem menos a alma de Coriolano, transmigrada; descoberta que explica o procedimento do herói de Macaúbas. Coteje o leitor o relatório com o livro de Plutarco; verás as semelhanças dos dois capitães. Porfírio irrita-se com a ameaça de perder a delegacia. Coriolano por não ser eleito cônsul; ambos inflexíveis e ásperos, não podem suportar friamente a injúria. Um é demitido, outro banido; um e o outro vão armar gente e invadem Roma e Macaúbas.

Isto posto, tudo se explica; e o que parecia absurdo, é simplesmente natural. Desde que Porfírio não é Porfírio, mas sim a alma do famoso herói, que transmigrou de corpo em corpo, até meter-se na pele do ex-delegado, cessa todo o motivo do ódio e toda a causa do pasmo. Um delegado, que depois de ensangüentar o seu distrito, para não entregar a vara policial, vai entreter os ócios em talar as fazendas alheias, é tão absurdo, que passa de cruel a ridículo; mas se o delegado não faz mais do que repetir Plutarco, - acomodá-lo ao menos aos nossos costumes; se ele não é ele, mas outro, que não é outro, então demos graças aos deuses, que nestes tempos de vida pacata nos consentem uma nesga de céu heróico, uma ressurreição do antigo brio.

A única diferença entre as duas formas do célebre herói é que a segunda acaba um pouco menos heroicamente do que a primeira, e, se for capturado achará, em vez de Plutarco, um escrivão. Coisas do tempo. O Coriolano de Macaúbas sabe que não achará prontamente um aliado estrangeiro, como o de Roma, e sabe que em um século industrial, atacar fazendas é ferir o coração da sociedade; daí, essa diversão pelos estabelecimentos agrícolas, levado de um sentimento vingativo, romano e gastronômico."

MACHADO DE ASSIS. In.: Obras Completas – Crônicas – 4º vol. – tomo 2. W. M. Jackson inc., 1970.

Créditos das imagens: CETEP, Google Imagens e fotos próprias.


Licença Creative Commons
"A invasão da vila de Macahúbas" de Eduardo Cambuí Junior é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

10 comentários:

  1. Oiiiiiiiiiii, saudades. Obrigada pela visita, parabéns pelo projeto, adorei o mosaico, imagino quanto trabalho vc teve neste belo painel. Ficou incrível. Parabéns a todos pelo projeto.
    Bjs,
    Cris

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  2. Ah, Edu querido, eu já conheço teus sumiços, rs. Mas quando apareces, olha só! Só dá arte e projetos incríveis.
    Obrigada por tua amizade e carinho,meu super amigo! Beijão!

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  3. Tenho um sonho de um dia poder conhecer essa cidade. Meu saudoso avô José Porfírio de Almeida, filho de Porfírio José de Almeida era de Macaúbas e contava muitas histórias desse lugar. Um dia vou aí.
    Clóvis de Almeida Matos
    Mato Grosso

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    1. Oi, Clóvis! Venha mesmo e, se vier, aproveite para ver o painel que o colégio tem o maior orgulho em mostrar.
      Até!

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  4. Minha Avó, Jandira Costa Brandão, faleceu aos 92 anos no mês de dezembro de 2013, ela era casada com Meu Avô Manoel de Souza Brandão que era neto do Capitão Porfírio Brandão. Estas histórias, relatadas no seu blog, eu tenho ouvido de minha avó desde que era menino, preciso de saber como comprar esse livro e saber se temos outros descendentes do Capitão Porfírio Brandão em Macaúbas. Meu Nome é Flávio Brandão e agradeço qualquer informação.

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    1. Olá, Flávio! O Capitão Porfírio Brandão tem muitos descendentes, sim. Os que vivem em Macaúbas (grande parte na comunidade de "Brejo Capitão Porfírio") até hoje ficam um pouco receosos quando desconhecidos tocam no assunto (por medo de alguma vingança tardia). Inclusive, no dia do lançamento do livro, muitos vieram de cidades próximas para prestigiar.

      Sobre a aquisição do livro "O Capitão Que Desafiou o Império", sugiro que você mande um e-mail para o autor (entre em contato comigo que eu te repasso o e-mail do Prof. Alan), que tenho certeza que ele terá a maior boa vontade em atendê-lo.

      Até mais!

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    2. Olá Eduardo! Meu endereço no facebook é: Flávio Brandão de Iguatu Paraná. Recorte e cole meu nome ali que vai ser fácil me achar. Meu e-mail: flavioiguatu@hotmail.com. Gostaria de ter seu contato no facebook pra gente falar em particular, fiquei muito curioso quando você disse que muitos ficam receosos em falar no Capitão Porfirio Brandão. Olha minha Avó falava que o Capitão Porfirio tinha um filho chamado Manoel Brandão que enfrentou sozinho muitos policiais. Fico no aguardo do seu contato. Att, Flávio Brandão.

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  5. Olá meu nome é Daize , meu avó nasceu aí em Macaúbas, eu gostaria de saber se ele tem alguns parente aí o nome dele é Avelino de Souza Neto.ele tem 94 anos, ele disse que teve que saí dai, por causa de uma seca que acabou com o sertão, ele se mudou para santa Maria da vitória Bahia. Agradeço se alguém souber dar alguma informação sobre esse período.

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    1. Olá, Daize! Vou procurar com algumas pessoas por aqui se algum deles conhecem o seu avô. Você sabe onde ele morou aqui ou algum outro dado que possa facilitar mais?

      Até!

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  6. Parabéns, Jr. brilhante trabalho. Você faz a diferença na educação macaubense. Sou testemunha ocular de seus trabalhos.

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