sexta-feira, 6 de novembro de 2015

- Amordaçados -

Nanquim - 15 x 15 cm - 2015
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Há alguns anos atrás publiquei por aqui um desenho que dei o nome de "Multidão", feito com caneta esferográfica comum há mais de 10 anos atrás e que teve (e ainda tem) bastante visitação no site. Na época, o desenho surgiu como um passatempo bobo começando apenas com um rosto feito numa folha de papel, sem qualquer pretensão e aos poucos, sua composição foi aumentando e chegou onde chegou. Acontece que com o passar do tempo, inevitavelmente vamos revendo os antigos trabalhos e por consequência, surge a autocrítica, a análise e acabamos encontrando um monte de outras possibilidades melhores que poderiam ter sido feitas, mas que na época não foram escolhidas... enfim, cabeça de artista é uma complicação! O trabalho de hoje é uma revisita ao tema, mas desta vez corrigindo alguns pontos, acrescentando um pouco mais de profundidade (tanto no que se refere ao contexto do tema quanto na disposição do desenho), ou seja, um trabalho feito prestando muito mais atenção nos detalhes.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

- Audrey Hepburn -

Lápis Dermatográfico - 20 x 30 cm - 2015
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Depois de ter feito "Homem de Lata" como uma maneira de melhorar meu desempenho no desenho de retratos e também melhorar na prática com o material, comecei a considerar a possibilidade de fazer uma série com retratos de artistas clássicos de Hollywood. A partir daí vieram outros como "Chaplin" e mais alguns que também deverão figurar por aqui periodicamente. A eleita deste post é a atriz Audrey Hepburn, sem dúvida um grande ícone de Hollywood.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

- Chaplin -

Lápis Dermatográfico - 20 x 30 cm - 2015
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Enquanto algumas das novas pinturas ainda estão em processo de finalização, resolvi alimentar o Arte por Parte com alguns desenhos de retratos que eu tenho feito ultimamente e que pretendo publicar por aqui, aos poucos. Para estes retratos, escolhi artistas famosos do cinema antigo de Hollywood, que na minha opinião tinham mais elegância e expressividade, em sua maioria. O escolhido de hoje é o grande ícone Charles Chaplin, talvez o maior mestre em falar sem dizer uma única palavra.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

- Natureza morta com frutas e um observador -

Acrílico sobre tela - 50 x 70 - 2015
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Quando comentamos com alguém como foi fazer uma determinada pintura, facilmente percebemos que alguns clichês não desgrudam do imaginário popular. Um deles se refere a própria produção artística... Muitas pessoas (quase sempre aquelas que não são muito ligadas ao assunto) acreditam que o artista trabalha mais ou menos desta forma: ele fica na frente de uma tela em branco (ou qualquer outro suporte que ele possa utilizar) esperando que uma luz divina apareça do subconsciente e ilumine sua cabeça com a famosa inspiração. Neste momento há um estalo, talvez grite "eureka" e pronto, desanda a produzir a obra. Vez por outra, até pode acontecer isso, mas é algo raro e na maioria esmagadora das vezes, não é bem assim que funciona.

A ideia para uma pintura vem de diferentes formas, surgindo quase sempre muito antes do artista arregaçar as mangas... muitas vezes a ideia vem de uma forma e durante o processo ela vai sendo alterada conforme outras vão surgindo durante a produção, até ficar irreconhecível se comparado ao início. Outras tantas vezes a ideia é como se fosse uma semente que surge pequena, vai germinando na mente, ganhando corpo até gerar o fruto (ou frutos), que é a pintura propriamente. E o "ganhar corpo" que eu quero dizer, depende de pesquisas diversas que vamos nos acostumando a fazer, conforme o tempo. Uma das razões da criação do Arte por Parte, inclusive, é tentar desmistificar um pouco destes estereótipos.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

- Indicação de Livro - 501 Grandes Artistas -

Na indicação de livro de hoje, vamos falar de um livro lançado originalmente na Inglaterra e que ganhou uma versão brasileira, e que costuma ser vendido por um preço bem acessível, o que o torna um item quase indispensável para quem se interessa pelo mundo da arte.

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Livro: 501 Grandes Artistas - Um Guia Abrangente Sobre os Gigantes das Artes
Editora: Sextante
Autor: Stephen Farthing
N° de Páginas: 640
Ano: 2010
País: Brasil
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Sinopse: '501 grandes artistas' reúne expoentes da arte mundial, desde os mestres da Antiguidade clássica aos inovadores performers contemporâneos, abrangendo os mais diversos estilos e movimentos artísticos. Este livro revela fatos sobre a vida dos artistas, bem como informações relativas às suas obra-primas e as influências que exerceram na época e nas sociedades em que viveram. Organizado em ordem cronológica e ilustrado com mais de 600 reproduções de pinturas, fotos de esculturas e instalações, além de retratos dos próprios artistas, esta obra traz análises de profissionais conceituados sobre obras representativas de todos os estilos - desde a pintura de paisagens chinesas do século I às avançadas manifestações da arte contemporânea, passando pelas artes bizantina, gótica, renascentista, pelo impressionismo, o surrealismo, o cubismo, a fotocolagem, a arte perfomática, a videoarte e as instalações. No intuito de ampliar a diversidade dos perfis biografados e contemplar também a produção artística brasileira, foram incluídos 25 artistas que se destacaram no cenário nacional, entre os quais Aleijadinho, Portinari, Arthur Bispo do Rosário e Beatriz Milhazes, além de Hélio Oiticica e Vik Muniz, que já constavam da edição original inglesa.

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Há algum tempo atrás num post aqui do Arte por Parte, eu tinha feito uma breve referência sobre este livro, que acredito ser essencial para todos os artistas, estudantes de arte, professores da área e todos aqueles que tenham algum interesse no assunto. Justamente por achar isto, resolvi que seria muito justo fazer um post exclusivo a este livro. Ao longo de suas 640 páginas, diversos artistas de diversas nacionalidades (inclusive contendo artistas brasileiros) e períodos são abordados, de forma bem concisa e super ilustrado. Um livro ideal para se ter como uma fonte rápida de pesquisa sobre a vida de um determinado artista.

terça-feira, 31 de março de 2015

- Homem de Lata -

Lápis Dermatográfico - 20 x 30 cm - 2015
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Quem acompanha o Arte por Parte ou é mais próximo a mim, sabe que 2014 foi um ano bem complicado. O falecimento repentino da minha esposa e um filho pequeno pra criar foram situações que me fizeram reavaliar muitas coisas e naturalmente me obrigou a me adaptar a esta nova realidade, ajudado também pelo velho remédio chamado "tempo" que vai se encarregando de recolocar tudo nos eixos aos poucos. O desenho de hoje foi escolhido porque, de certa forma, acho que ilustra um pouco do que se passava comigo (e ainda se passa um pouco), sob o aspecto emocional, desde o momento do acontecido (o vazio do homem de lata), além de ser também um personagem marcante de um dos maiores clássicos do cinema, "O Mágico de Oz".

segunda-feira, 23 de março de 2015

- A Leitora -

Acrílico sobre tela - 50 x 60 - 2014
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Eu já havia comentado aqui no Arte por Parte anteriormente que certas pinturas, por vezes, demoram mais do que o normal desde o início até a sua conclusão por variados fatores… a pintura de hoje foi um desses casos. Geralmente a ideia surge e leva um tempo até sair do papel para a tela. Acho que até cabe encarar este processo quase como uma gestação. Neste caso específico, foi uma gestação bem longa! O processo artístico passa por algumas fases e em grande parte das vezes se inicia (para mim, obviamente) quando eu escrevo a ideia em algum lugar para só depois fazer um pequeno esboço, quando ele é feito (o que muitas vezes não acontece). Até este desenho ser desenvolvido na tela, muitas outras coisas acontecem. É o desenho que tem que ser bem pensado (o que confesso que nem sempre acontece como deveria), a escolha de boas referências (quando é necessário), a perspectiva, a escolha das cores, enfim, tudo que envolve o contexto. Quando estamos iniciando na pintura, o pequeno fato de iniciar um trabalho numa tela em branco se torna quase como um ato de coragem... sempre fica latejando no subconsciente a pequena dúvida de saber se vai dar certo, se não vamos estragar a tela rabiscando alguma ideia que pode não funcionar, entre outras coisas que simplesmente devemos ignorar para que tudo possa dar certo... é claro que, com o tempo de prática e o autoconhecimento de nossas capacidades, essas dúvidas vão se desintegrando e não surgem mais.

segunda-feira, 9 de março de 2015

- Indicação de Livro - Desconstruir Duchamp -

Depois de algum tempo de paradeira por aqui, vamos voltando com uma seção que, como já tinha dito na primeira publicação do gênero, é algo que pretendo fazer mais vezes no Arte por Parte, que são as indicações. Funciona até para alternar entre os trabalhos que são publicados e fugir um pouco do foco do meu trabalho, além de julgar que este tipo de publicações sempre ajuda alguém, seja artista, aprendiz, formando, etc. O indicado de hoje será:

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Livro: Desconstruir Duchamp - A arte na hora da revisão
Editora: Vieira & Lent
Autor: Affonso Romano de Sant'anna
N° de Páginas: 204
Ano: 2003
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Sinopse: Diferentemente das obras que apresentam a história da arte moderna, os textos do escritor e crítico Affonso Romano de Sant'Anna olham a arte dos últimos 150 anos não com o olhar saudoso e complacente, mas como um esforço para afastar o entulho e descortinar outros caminhos.

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Uma vez, publiquei aqui no Arte por Parte (no post "Pensando Alto") sobre a loucura que virou a arte atual, onde o argumento parece valer mais do que a obra. Neste post citei o trabalho de artistas como Piero Manzoni, Win Delvoye (especificamente sobre a obra "Cloaca Machine") e Martin Kippenberger (pela obra "Quando começa a gotejar do teto") como exemplo de obras que foram vendidas por fábulas de dinheiro, mas que são, no mínimo, questionáveis. Visitar estas exposições é, tomando emprestado as palavras do próprio Affonso Romano, como ver um gato preto num quarto escuro que na verdade nem está lá. E a culpa é de quem? O suspeito principal, responsável por nos conduzir a este beco sem saída em que a arte se meteu se chama Marcel Duchamp, como o autor  do livro indicado sugere.