quinta-feira, 7 de maio de 2020

- Abaporu em tempos de pandemia -

Acrílico sobre tela - 30 x 40 cm - 2020
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Diante das circunstâncias na qual vivemos atualmente, é praticamente impossível manter uma produção artística regular sem ter como pano de fundo alguma relação com a pandemia do covid-19, pessoalmente falando, logicamente. No Brasil, além de toda a tensão e incômodo que a presença deste vírus na sociedade vem causando nas pessoas, ainda temos como agravante uma situação política caótica, em que é praticamente impossível ter uma única semana sem uma nova polêmica… tédio nos noticiários não é algo que os brasileiros possam reclamar hoje.


Voltando ao foco, a pintura deste post é novamente uma releitura, desta vez focando na obra que talvez seja a mais famosa da arte brasileira: “Abaporu” de Tarsila do Amaral. Esta pintura tem um simbolismo enorme, tanto no contexto da época em que foi produzida, sendo o marco do movimento antropofágico do modernismo brasileiro, como também com as riquíssimas correlações históricas que esta pintura nos remete.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

- Sem Rótulos -

Acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - 2020
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Neste ano a humanidade teve (e está tendo) uma lição muito importante, em diferentes aspectos. A realidade amarga de uma pandemia do covid-19 que já matou milhares de pessoas pelo mundo (e coloca outros bilhões em sistema de quarentena) nos mostra que algumas particularidades do nosso modo de vida contemporâneo são, no mínimo, questionáveis. E é interessante perceber que muitas opiniões polêmicas que vinham ganhando adesões em diversas regiões foram rapidamente questionadas em sua essência neste momento, como os movimentos anti-vacina, por exemplo. Questões absurdamente óbvias, como esta do exemplo, assim como as questões mais complexas também pedem revisão neste momento único da história… e é bem curioso perceber o quanto é essencial defender o que é óbvio, pois nestes tempos obscuros atuais, nem com ele podemos contar. A arte de hoje trata de uma reflexão que neste momento parece bem oportuna, que é uma espécie de analogia (meio simbólica) sobre a necessidade que temos de rotular tudo, especialmente os comportamentos e as pessoas.

sexta-feira, 20 de março de 2020

- O Grito em Quarentena -

Acrílico sobre tela - 40 x 50 cm - 2020
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Ainda estamos no início de 2020 e parece que já se passou muito mais do que apenas 3 meses do ano, principalmente no Brasil, dado ao volume de acontecimentos que vem ocorrendo. Naturalmente, um fato que não tem como desprezar é a pandemia de corona vírus (o covid-19) que vem causando muitos estragos mundo afora e que até este momento, timidamente no cenário brasileiro, vem mostrando sua cara e assustando as pessoas, que estão sendo obrigadas a se isolar em casa para evitar que o contágio se alastre. Como eu já disse diversas vezes por aqui, a arte tem que falar do seu tempo, dar o seu testemunho e naturalmente o assunto é este, mas como tratar de forma eficiente sobre algo que vem causando tanta angústia nas pessoas? A saída foi recorrer para a história da arte e fazer uma releitura de uma obra que é talvez o símbolo maior da angústia na arte: "O Grito", de Edvard Munch.